domingo, 28 de fevereiro de 2010

Esquizofrenia

Hoje estou feia e trivial
Hiperativa hipertrófica líder estudantil
Com o sono das noites mimeógrafas
Sem o banho dos dias panfletários.

50% certeza inabalável
50% dúvida abissal.

Hoje estou Helena e Rubistein
Todas as marcas cosméticas
Meus desvios burgueses satisfeitos
Meus instintos etílicos saciados.

50% princesa inatingível
50% duquesa em suicídio.

Outra descoberta - RITA ESPECHIT. Lua gorda. Belo Horizonte, 1985.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Por um Fio


" Por um fio" revela fascínio pelos bordados, escritos e amontoados de Arthur Bispo do Rosário.

Em cena, braços e corpos que bordam coreografias em meio a um emaranhado de fios elétricos e filamentos das lâmpadas incandescentes, que se confundem com fios condutores das coreografias e com a sucata do trabalho dos bailarinos.

Por um fio, como explicam os integrantes da companhia (a coreografia tem criação coletiva), “é homenagem ao centenário de nascimento de Arthur Bispo do Rosário e aos 20 anos de sua morte e a todos aqueles que fazem a arte sem Cenário, luz e figurino evocam a presença do artista. O cenógrafo Ed Andrade explica que a proposta é mexer com “a memória das coisas, dos inventários do mundo e de suas coleções, das repetições que reverberam o anonimato. Nele se fazem presentes a luz e a sombra, a loucura, a memória, o outro lado da vida intrincada no seu fazer."


Já o figurino (Baby Mesquita e Juliana Macedo) inspira-se na forma como os internos vestiam-se para os bailes da Colônia Juliano Moreira. Foi confeccionado (na maior parte) com o aproveitamento de retalhos e tecidos descartados. A exemplo das obras do Arthur Bispo, as peças são bordadas com textos, palavras e inventários. Trabalho realizado pelas Meninas do Cafezal.


Na trilha sonora, entre outras músicas como Quand je marche, de Camille Dalmais; Juízo final, de Nelson Cavaquinho e Guilherme de Brito; Tanga..., Orquestra dos Músicos das Ruas de São Paulo; Saudosa maloca, de Adoniran Barbosa; Samba de morro, do maestro João Batista Martins; e Bienal, de Zeca Baleiro.


A Mimulus tem direção artística e coreográfica de Jomar Mesquita. O corpo de bailarinos da companhia reúne Andrea Pinheiro, Bruno Ferreira, Ceres Canedo, Jomar Mesquita, Juliana Macedo, Rodrigo de Castro, Mariana Fernandes, Murilo Borges e Nayane Diniz.”

Divirta-se - Estado de Minas
foto -Uai

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Ensinamento - Um pouco de Adélia Prado


Minha mãe achava estudo
a coisa mais fina do mundo.
Não é.
A coisa mais fina do mundo é o sentimento.
Aquele dia de noite, o pai fazendo serão,
ela falou comigo:
"Coitado, até essa hora no serviço pesado".
Arrumou pão e café , deixou tacho no fogo com água quente.
Não me falou em amor.
Essa palavra de luxo.

De Carne e Sonho


Fui conhecer esta Cia mineira - Mimulus - guarde este nome !

O espetáculo ,um tradicional baile de tango se divide em “cortinas”, seqüências de quatro ou cinco tangos, separadas por cerca de um minuto de uma outra música não dançante, para que a pista se esvazie e os pares voltem a se formar para uma nova seqüência e um recomeço.
Cada cortina é um encontro e a síntese de uma relação, tal qual é em nossas vidas:
a primeira música serve para os parceiros se conhecerem,
a segunda para acostumarem-se um ao outro,
no terceiro e quarto temas os pares desfrutam daquele encontro
e no último tango despedem-se e se separam.

Esse é o fio condutor do espetáculo que fala da relação dos casais e os seus conflitos, disputas, os desejos, as traições. Fala principalmente da necessidade do outro e da solidão.

A Mimulus Cia de Dança ao mesmo tempo que respeita as origens da dança de salão, quebra as suas tradições, na ousada concepção do espetáculo “De Carne e Sonho” onde insere uma nova estética e uma temática contemporânea.
Jomar Mesquita, coreógrafo e diretor da Cia, toma como base os ritmos portenhos, principalmente o tango e, com a música ao vivo, desafia os bailarinos a mostrar ao público a maturidade da companhia.

Eles estão de volta e agora com " Por um Fio " - Vou conferir, depois te conto !

domingo, 27 de setembro de 2009

Adriana Versiani dos Anjos


História de sofrimento, doença e morte lenta.
Nunca faltou quem me quisesse porque sempre fui dor.
Colchão d’água, ira da hidra contra criatura,
Herança.
Nunca faltou quem lhe quisesse
Cheiro exalando da ferida que não fecha,
ira do corpo contra a criatura,
Bastança.
Nunca faltou quem te quisesse
Alinhavo frio, tripa de carneiro, organismo, ira de deus contra a criatura,
Vingança.
Nunca faltou quem vos quisesse
Placebo quando não há morfina e o coração vascila e o corpo flutua
e a nostalgia da dor inicia a cura:
folia de quem lava as mãos com formol depois de formalizada atadura.
Esperança: luz escura da lembrança.
Saudade, saúde, paúra.


Conheci Adriana Versiani no programa IMAGEM da PALAVRA da Rede Minas que vai ao ar aos domingos. Adorei!!! entrei no blog ,li seus poemas e pensei que no final de semana seguinte que iria a Ouro Preto para o Festival de Jazz , compraria o livro desta ouropretana "na fonte "' ... mas foi uma pena ,,, em nenhuma livraria da cidade encontrei -o .... sequer a conheciam .... vergonha Adriana .... Saiba que te sigo .... Abraços e Sucesso!

Vinho de Rosas


Mulheres Mineiras :

Passado no final do século XVIII, o filme é um retrato das mulheres envolvidas na Inconfidência Mineira. Joaquina (Amanda Vargas) é uma jovem que nunca conheceu os pais, tendo sido criada em um convento. Na semana em que vai se tornar freira ela descobre que seu pai foi Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, e que sua mãe, Antônia (Fernanda Vianna), ainda estaria viva.
Joaquina então foge do convento em busca de seu passado, sem nenhuma posse além de uma garrafa do vinho de rosas que aprendeu a fazer com as freiras. Chegando a Vila Rica Joaquina irá descobrir, através daquelas mulheres que fizeram parte da história da Inconfidência (Bárbara Eliodora, Marília de Dirceu), os segredos e o sofrimento porque passaram os revolucionários que foram perseguidos, exilados e executados pela Coroa Portuguesa.
A maior beleza do longa está na fotografia e na trilha sonora escolhida para dar o ritmo do filme. Com fotografia de Luiz Abraão, “Vinho de Rosas” foi filmado no belo cerrado mineiro, com locações na cidade histórica de Ouro Preto, na Serra do Cipó e em uma fazenda colonial restaurada pelo IEPHA em Belo Vale. A seqüência final ainda foi filmada no estado de São Paulo, em Parati. Para compor o clima necessário, a trilha de Caxi Rajão utiliza compositores da época, dando destaque à musica sacra de estilo barroco. A música é lenta e solene porque assim é o desenrolar da trama. A busca de Joaquina pela mãe e mais tarde sua batalha para tirá-la da cidade de Vila Rica às vezes parece acontecer de forma inesperada.Vinho de Rosas” teve sua pré-estréia ao abrir a 8ª Mostra de Cinema de Tiradentes (apenas 3 dias após sua finalização). A diretora, produtora e roteirista Elza Cataldo gastou 7 anos para realizar o projeto que tinha como objetivo revelar o lado feminino da Inconfidencia Mineira , que contou com um elenco bom, porém desconhecido, de origem quase toda do teatro. Neste se destaca Amanda Vargas ( foto em frente a Igreja N. Sra.do Carmo - Ouro Preto ), no papel de Joaquina, em seu primeiro papel nas telas, e já assumindo a responsabilidade de protagonizar o filme.




Itabirito




FOFOCA !! Dizem que Itabirito é a cidade mineira dos Gays como Campinas em SP e Pelotas no RS .......



como diz o letreiro do governo : Minas são muitas, qual delas você conhece ?